O nosso sistema nervoso central é protegido por três membranas chamadas meninges. A paquimeningite é uma inflamação que atinge especificamente a camada mais externa, espessa e resistente dessas membranas, conhecida como dura-máter. Diferente da meningite comum que costuma se espalhar rapidamente por todo o sistema, essa condição foca em uma região mais localizada, gerando um espessamento dessa capa protetora do cérebro ou da medula espinhal.
Por se tratar de uma inflamação que pressiona estruturas nervosas, o sintoma mais frequente e marcante é uma dor de cabeça crônica e persistente, que não melhora com analgésicos comuns. Dependendo da área do cérebro ou da medula que for mais afetada, a pessoa também pode apresentar visão dupla, perda de audição, fraqueza nos braços ou pernas, tonturas e até convulsões. Esses sinais variam muito porque dependem de qual nervo está sendo “apertado” pela membrana inflamada.
As causas por trás da paquimeningite são diversas e divididas em dois grandes grupos. Ela pode ser provocada por infecções, como tuberculose, sífilis ou fungos, ou por doenças autoimunes, onde o próprio corpo ataca a membrana por engano, como no caso da artrite reumatoide ou da sarcoidose. Quando os médicos realizam todos os exames e não conseguem encontrar uma causa específica, a condição recebe o nome de paquimeningite hipertrófica idiopática.
O diagnóstico exige uma investigação detalhada feita por um neurologista, utilizando principalmente a ressonância magnética para visualizar o espessamento da membrana. O tratamento é direcionado para a raiz do problema: antibióticos ou antifúngicos se houver infecção, ou medicamentos corticoides e imunossupressores para conter a inflamação autoimune. O diagnóstico precoce é fundamental para aliviar os sintomas rapidamente e evitar sequelas a longo prazo.
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