Muitas famílias se perguntam se o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) pode ser evitado. A resposta curta, segundo a neurologia, é que não existe uma “receita” para prevenir o surgimento do transtorno, pois ele possui uma base genética muito forte. Isso significa que a maior parte da predisposição para o TDAH já nasce com o indivíduo, estando relacionada à forma como o cérebro processa neurotransmissores como a dopamina.
Apesar da genética ser o fator principal, o ambiente também desempenha um papel importante. Durante a gestação, evitar o consumo de álcool, tabaco e substâncias tóxicas, além de manter um acompanhamento pré-natal rigoroso, são cuidados fundamentais para o desenvolvimento cerebral saudável do bebê. Essas medidas não garantem a ausência do TDAH, mas reduzem riscos de complicações neurológicas que poderiam agravar sintomas de desatenção e impulsividade.
Na infância, o foco deixa de ser a prevenção e passa a ser o manejo do ambiente. Oferecer uma rotina estruturada, sono de qualidade e limites claros não “cura” o transtorno, mas ajuda o cérebro a se organizar melhor. O uso excessivo de telas e o estresse crônico não causam o TDAH em quem não tem a genética, mas podem piorar significativamente a intensidade dos sintomas em quem já possui a condição.
Portanto, mais do que tentar prevenir algo que é biológico, o caminho mais eficaz é o diagnóstico precoce e o suporte adequado. Entender o funcionamento do cérebro com TDAH permite que a criança — ou o adulto — desenvolva estratégias para lidar com as dificuldades, transformando o tratamento em uma ferramenta de qualidade de vida e sucesso pessoal.
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