A sífilis terciária representa a fase mais avançada da infecção pelo Treponema pallidum, surgindo anos ou até décadas após a infecção inicial não tratada. Nessa etapa, a doença deixa de se manifestar apenas de forma sistêmica e passa a causar danos progressivos e potencialmente irreversíveis em diversos órgãos, com destaque para o sistema nervoso central.
Do ponto de vista neurológico, a sífilis terciária está intimamente relacionada à neurossífilis, que pode se apresentar de diferentes formas clínicas. Entre as manifestações mais relevantes estão a neurossífilis meningovascular, caracterizada por acidentes vasculares cerebrais em pacientes relativamente jovens, e a neurossífilis parenquimatosa, que inclui quadros como a paralisia geral progressiva e a tabes dorsalis, associadas a alterações cognitivas, motoras e sensitivas.
Os sintomas neurológicos variam conforme a estrutura acometida e podem incluir déficit cognitivo, alterações de comportamento, demência, distúrbios da marcha, dor neuropática e perda de reflexos. Esses sinais costumam evoluir de forma insidiosa, o que dificulta o diagnóstico precoce e reforça a importância da suspeição clínica em pacientes com histórico de sífilis ou fatores de risco.
O diagnóstico da sífilis terciária com envolvimento neurológico baseia-se na correlação clínica, exames sorológicos e análise do líquor. O tratamento com penicilina continua sendo altamente eficaz, especialmente quando instituído precocemente, podendo interromper a progressão da doença. No entanto, as sequelas neurológicas já estabelecidas podem ser irreversíveis, ressaltando a relevância da prevenção, do rastreio e do tratamento adequado nas fases iniciais da sífilis.
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