A sífilis secundária é a fase da infecção pelo Treponema pallidum que surge semanas ou meses após a sífilis primária, quando a bactéria já se disseminou pelo organismo. Nessa etapa, a doença torna-se sistêmica e altamente contagiosa, com manifestações cutâneas e mucosas características. Por se tratar de uma infecção multissistêmica, a sífilis secundária pode apresentar repercussões importantes que merecem atenção também no contexto neurológico.
Os sinais clínicos mais comuns incluem erupções cutâneas difusas, frequentemente envolvendo palmas das mãos e plantas dos pés, lesões mucosas, linfadenopatia generalizada, febre, mal-estar e perda de peso. Embora as manifestações neurológicas não sejam predominantes nessa fase, a bactéria pode atingir precocemente o sistema nervoso central, configurando a neurossífilis precoce, muitas vezes de forma assintomática ou com sintomas inespecíficos, como cefaleia e alterações cognitivas sutis.
O diagnóstico da sífilis secundária baseia-se principalmente em testes sorológicos, incluindo exames não treponêmicos (VDRL) e treponêmicos específicos. A avaliação neurológica é indicada quando há sintomas compatíveis ou fatores de risco, podendo ser necessária a análise do líquor. O reconhecimento precoce é fundamental para evitar a progressão para formas tardias, que apresentam maior risco de comprometimento neurológico permanente.
O tratamento é eficaz e realizado, na maioria dos casos, com penicilina benzatina, seguindo protocolos clínicos estabelecidos. A abordagem adequada na fase secundária não apenas interrompe a cadeia de transmissão, mas também reduz significativamente a probabilidade de evolução para neurossífilis tardia. Em sites e práticas voltadas à neurologia, é essencial reforçar a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento clínico adequado.
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