A perda repentina da capacidade de articular palavras ou a confusão ao tentar expressar frases simples é um dos sinais de alerta mais críticos do corpo humano. Esse sintoma, conhecido clinicamente como afasia ou disartria, ocorre quando o fluxo sanguíneo para as áreas de linguagem do cérebro é interrompido. Se você ou alguém próximo começar a “enrolar a língua” ou falar palavras sem nexo de forma abrupta, é fundamental agir com rapidez, pois cada segundo conta para preservar as funções cerebrais.
A relação entre a fala e o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é direta: quando um vaso sanguíneo entope ou se rompe, as células nervosas responsáveis pela comunicação param de receber oxigênio e começam a morrer em minutos. Para identificar o problema rapidamente, aplique o teste do “SAMU”: peça para a pessoa dar um Sorriso (veja se a boca entorta), dar um Abraço (verifique se um braço cai), cantar uma Música ou frase (note se a voz está arrastada) e, se houver alteração, ligue para a Urgência (192).
É um erro comum acreditar que o sintoma pode passar sozinho ou que a pessoa precisa apenas de repouso. Mesmo que a dificuldade de fala dure apenas alguns minutos e desapareça — o que pode indicar um Ataque Isquêmico Transitório (AIT) — o risco de um derrame grave nas horas seguintes é altíssimo. A busca imediata por um pronto-socorro permite o uso de medicamentos trombolíticos que podem reverter totalmente as sequelas se administrados dentro da janela de tempo adequada.
Em suma, a dificuldade súbita para falar nunca deve ser ignorada ou subestimada. Ao reconhecer esse sinal, não tente medicar o paciente em casa; a única medida segura é o transporte imediato para um hospital especializado. Estar atento a esse sintoma é a maneira mais eficaz de salvar uma vida e garantir uma recuperação com o mínimo de sequelas possíveis. Para orientações oficiais, consulte o Guia de Manejo de AVC do Ministério da Saúde.
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